Consumo
A ideia do tema surgiu em 16/3/2026. Escrevi um pouco sobre isso no meu caderno em 13/4/2026...
Sobre os excessos, é, no mínimo estranho, como ao mesmo tempo que eu quero me desprender de tudo, eu também quero cada vez mais coisas.
Do minimalismo absoluto, onde até meu celular seria um excesso, ao acúmulo, onde só o celular não é o suficiente... Eu preciso de um tablet, um notebook, um PC em casa, e tudo isso se faz justificável em minha mente de alguma forma.
Isso definitivamente está errado.
Tudo está!
E em algum momento eu, distante do caderno, resolvi escrever aqui no blog após o texto anterior...
Véi! É impressionante como a propaganda de algumas empresas funciona bem! Ou isso, ou eu sou muito mais suscetível do que eu acreditava ser.
Não tão recentemente a Apple lançou o MacBook Neo. Meu Threads imediatamente transbordou de vídeos e notícias a respeito, e eu, que já tinha ficado vidrado no produto desde o primeiro vídeo, maratonei todo esse conteúdo.
Resultado: Passei de alguém que estava querendo diminuir a quantidade de itens, voltar a ser mais minimalista e essencialista, para alguém que quer um MacBook Neo, um iPad 11, um iPad Mini, outro iPhone... Talvez até um Apple Watch.
Ao mesmo tempo, eu começo a me perguntar: PRA QUÊ!? TÁ DOIDO!? Gastar rios de dinheiro pra comprar um monte de parada que tu mal usa! Malmente usa o celular!
Aí vem a resposta que essa propaganda toda tatuou na minha mente: As paradas funcionam. O MacBook vai funcionar bem! A construção, em comparação aos notebooks que usei e uso, vai durar mais, já que os notebooks normalmente são de plástico, racham a moldura da tela, capengam, e ainda assim são pesados e com baterias fracas e fontes enormes.
Eu, acabei reforçando essa ideia em minha mente porque troquei meu iPhone 16 em um iPhone 11 + R$ recentemente e não estou sentindo falta de nada até o momento. O iPhone de quase 7 gerações atrás, funciona bem. Melhor que o Motorola que eu uso no trabalho. Melhor que o Poco que eu tinha comprado na tentativa de voltar a usar o Android como aparelho principal.
P.S.: Até então, sigo com meu PC Windows 10 em casa e meu iPhone 11 no bolso. Apesar da postagem que parece mais um post patrocinado, eu sigo sem ter certeza do que fazer a respeito. O fator que mais me convence a deixar de ser trouxa é o fator $.
A partir disso, começa uma batalha fortíssima entre um e outro Elton: O monge e o da equipe de marketing da Apple...
Como pode? O mesmo tema, em um momento trazer uma sensação de cansaço de coisas, e em outro já trazer uma sensação de falta, de necessidade daquilo, numa mesma pessoa, num curto período de tempo.
Eu diria que isso vem de uma mente fraca e cheia de dúvidas, o que não seria mentira ao meu ver. Mas, ao mesmo tempo, conseguiria enxergar isso como uma maleabilidade que alguém resiliente precisa ter para suportar certos desafios (o que definitivamente é o meu caso, pois eu tenho provas nesse sentido).
Alguma IA talvez dissesse que isso é a ambiguidade de alguém que está preocupado em manter as coisas sob controle, mas é curioso e aberto para as novidades que as tecnologias costumam trazer, ou algo do tipo.
Agora, o que isso é DE FATO, quem pode dizer? Não sei. Mas se fizer alguma ideia de que condição é essa, me conta aqui no meu e-mail.